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Rustic Arts: quilômetros de estrada marcados em arte

Arte rústica e sistemática
Arte rústica e sistemática

Eu comecei minha jornada artística no papel.

Nanquim, lápis e borracha me acompanharam por anos até aprender a aplicar as técnicas de ilustração em programas digitais. Depois disso, eu comecei a pegar trabalhos e encomendas e, pela facilidade das ferramentas digitais, migrei totalmente para esse universo e estou a mais de duas décadas nisso.

Eu gosto do estilo artístico que desenvolvi. É marcante, reconhecível e ganhei notoriedade na área artística por conta dela, mas algo sempre me incomodava. Eu gosto do prazer de trabalhar com as mãos. De ver um processo ganhando vida em um material físico. Mas o que poderia representar meu estilo sem abandonar a ferramenta digital que me acompanha por anos?


A resposta são as Rustic Arts.


A união da arte e da estrada
A união da arte e da estrada

A arte é produzida digitalmente e impressa em qualidade fotográfica. Papel de qualidade, impressão permanente. Coisa fina, afinal, quero entregar o melhor para as pessoas que apreciam o que faço. Cada imagem, cada folha é assinada e timbrada por mim.

É a parte mais limpa do processo. A arte vem do canvas digital, com todos os seus detalhes, cores e possibilidades. Mas ela não termina ali.

As impressões não são apenas um print premium.


A arte é linda? Claro que é, mas é a moldura que ajuda a agregar um valor a mais.

Feita em pinus, a moldura recebe o tratamento em óleo queimado, direto de Marruá (minha motoca). Cada troca vira um número de série, onde marco a quilometragem, sabendo qual estrada, qual cidade, eu passei enquanto aquele oleo esteve rodando no motor de Marruá. Esse óleo que esteve dentro da minha moto, rodando pelas estradas brasileiras, passa então a fazer parte de uma obra.

Eu trato a moldura com um pincel, deixo o óleo entrar nos veios e vou procurando o ponto em que ela começa a ganhar aquela aparência de coisa que já esteve na estrada.

Não existe uma madeira exatamente igual à outra. Cada uma absorve o óleo de um jeito, cada moldura fica de uma forma.


Cada quadro é único no tratamento
Cada quadro é único no tratamento

Depois vem o ferro.

A pirografia grava os símbolos diretamente na madeira. Não é tinta marcando a madeira, é marca mesmo, feito por mim. O desenho entra na superfície e fica ali.

Cada marca, pesquisada e estudada para representar símbolos de proteção usados por antigos tropeiros de épocas antigas.

Gosto dessa diferença. Porque uma Rustic Art acaba sendo a junção de duas formas de fazer arte que, à primeira vista, não deveriam estar juntas.

Uma nasce no computador, a outra nasce na madeira, no óleo e no fogo.

Uma pode ser alterada até o último detalhe, a outra vai acumulando marcas que não dá para apagar completamente.


Um cuidado único, onde cada quilômetro importa pro resultado final
Um cuidado único, onde cada quilômetro importa pro resultado final

É justamente isso que eu quero que essas peças carreguem. A ideia de que uma coisa pode ser feita para viajar. Para mim, cada quilômetro impresso na madeira, através do óleo, é mais do que uma textura bonita. É a ideia de que a estrada deixa marca.

Cada símbolo queimado é uma espécie de sinal de passagem. Uma marca de ferro aplicada não sobre um animal ou uma carga, mas sobre uma obra que também foi feita para seguir caminho.


Por isso eu não quero que a moldura pareça nova, quero que ela pareça vivida.


No fim, a Rustic Art é isso: Uma imagem que saiu da tela, encontrou a madeira e ganhou algumas marcas no caminho. É uma arte para quem gosta de coisa que carrega história mesmo quando acabou de ser feita.


Papel, tinta, óleo e fogo: os quatro elementos das Estradas Batidas
Papel, tinta, óleo e fogo: os quatro elementos das Estradas Batidas

E talvez seja essa a parte mais importante.

Ela não tenta esconder o caminho que percorreu.


Se gostou do processo e quiser conhecer as Rustic Art's, visite minha loja AQUI

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